domingo, 12 de maio de 2013

Picos de crescimento e Saltos de desenvolvimento- Momentos dramáticos?

Imagine a cena: seu bebezinho lindo,que mamava 10 minutos a cada 3 hora começa a mamar 30 minutos,as vezes até a cada 1 hora!Você começa a se sentir esgotada, acha que seu leite tá fraco ou então que não está saindo, passa-se 1 semana e tudo volta a ser como era antes, seria manha?

Outra cena: aquele filhotinho que dormia super bem, tinha seus horários lindos, tudo certinho, passa a acordar a toda hora, não dorme mais durante o dia, fica chorão e quer muito colo, passa alguns dias e novamente volta ao normal,seria novamente manha??

O que seriam esses episódios? Momentos de manha? Não.... São os benditos picos de crescimento e saltos de desenvolvimento!

No primeiro o bebê mama muito, parece que vai explodir até e logo depois quer mais, a sensação é que seu leite vai acabar, mas passados alguns dias ele volta ao seu ritmo. Dá uma olhada quando ocorrem:


No segundo o bebê fica mais desperto, não para quieto,come e/ou mama menos, só quer colinho. mas quando passa alguns dias você percebe que ele aprendeu algo novo. Novamente uma imagem que diz tudo:

Imaginem meu desespero quando Matheus chegou em casa, já tinha 7 dias e não parava de mamar, achei que não tinha leite,afinal na bomba elétrica dificilmente conseguia tirar muito leite, agora com o bebê em casa jurava que estava sendo incapaz!Até lembrar que tinha lido sobre esse pico,fui procurar e relendo me vi exatamente na situação!  Nas primeiras demorava pra saber o que seria, mas depois de uns 4 meses reconhecia o pico de olhar!

O salto de desenvolvimento é cansativo,afinal ele fica chorão, só quer colo e dormir pouco,ai fica mais irritado ainda! Mas os dias seguintes são lindos demais,logo ele aprende algo totalmente novo e volta a ficar super feliz...

Como podem ver nas duas imagens passamos por um salto de desenvolvimento a uns 15 dias e agora estamos acabando( pelo que percebo) um pico de crescimento, admito,os dois tão próximos não foi fácil!!!

Mas com esse salto vieram coisas surpreendentes:

  • Dia desses eu mostrando a meia dele e falando: olha theus, o mickey,olha que lindo. E o filhote me aponta para um pedaço da meia e solta: azul!Sério, não foi um grunhido, foi AZUL. Eu sempre que dou algo pra ele ou vou vestir falo a cor e o que é( por exemplo: vamos por a calça verde? Olha seu ursinho branco!) e com isso acho que vem mais fácil o aprendizado...
  • Aprendeu a se jogar no nosso colo,antes escalava,agora me sinto com um lince me atacando, voa na minha direção!
  • Aperfeiçoou a pinça que ajuda a pegar os objetos menores
  • Está mais firme no andar,hoje mesmo deu vários passinhos sozinho
  • Aprendeu a usar canudo! Foram uns 10 minutos ensinando e logo percebeu pra que servia
  • Está quase batendo palmas, até sai algumas mas desengonçado...
  • Aprendeu a abrir a porta do armário dele e a abrir as gavetas,dessa parte não gostei!! Dia desses jogou todas as meias no chão...
E volto a mesma pergunta do começo, se não soubesse o que ele tem, diria o que? Isso é manha!Desde que tive ele sempre pensei: O que será realmente manha? Será que isso existe?

Eu acho que não.O bebê só sabe chorar, como pode reagir com o ambiente se não for pelo choro? Lógico que tem que ter paciência quando acontece, mas é observar e entender....

olha a cara de sem vergonha com o canudo na boca!




sábado, 4 de maio de 2013

Tentativas de fotos divertidas?

Quando se tem um filho você quer ter todo tipo de lembranças e quando se tem internet o que mais tem são ideias malucas e divertidas....

Ai você vai tentar fazer em casa e o que acontece? Sai tudo lindo, maravilhoso e você se sente a super mãe???

Ahhhh se enganou!!!!!

Até existe um site chamado Pinstrosity que mostra a expectativa e a realidade ao fazer algo retirado da internet!

Hoje cismei que ia refazer a foto dos beijinhos como nos 7 meses, mas quem disse que o pequeno andador empolgado queria ficar parado?? Começamos com os beijinhos, a cada beijo gargalhava e me agarrava( ownnnn) e borrava! Ai fomos tirar as fotos, não queria ficar deitadinho e ainda queria pegar a camera, o lençol que usei por baixo? Ficou totalmente manchado!!





Mas uma palhaçada só não é suficiente, vamos fazer as marquinhas dos pés? Tão fofo, tão lindo, tão simples, só que não.....

Marcos segura o moço, começo a passar a guache e ele a rir de cócegas, esfregar um pé no outro. Pega um papel cartão, tenta apoiar no pé e..... Ele puxaaaaaaaaaaaaaa, pega outro papel e de novo! Pinta de novo os pés, ele enfia a mão na tinta, tenho tinta ate o cotovelo , limpo a mão, rezo um terço em 2 segundos e muda a tática: põe o papel no chão e apoia o pé da criança fofa! Conseguimos!!!! Ta certo que o pé ficou maior afinal ele puxou um pouco....
só a que não saiu tão estranha!!

Agora tá bom?? Acho que não, vamos pra uma mais fácil( na teoria né?) porque só quem conhece o mocinho sabe o pique dele!

A última -porque já não queria mais nada - foi tirar uma foto dele no bebê conforto agora que ele não cabe mais. Coloco o moço e provoco pra olhar e sorrir, ate consegui umas fotos menos pior de ruim, mas não ficaram tão boas quanto gostaria....

em 07/10/2012


 Se vale a pena a bagunça?? Demais!!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

9 meses, que susto!

Ainda não estou acreditando, amanhã filhotinho faz 9 meses!

9 meses, como assim??? Aquele pacotinho que recebi no hospital já ta grande assim??

Filhotinho não mais tão INHO agora:

  • ri muito, 
  • remeda todo mundo, 
  • leva bronca e cai na risada
  • gargalha ao ver o seio e parece que não mama a uma semana
  • tem momentos de bebê rinoceronte: vem dando cabeçada
  • tem momentos de bebê taz mania: onde passa derruba tudo,ainda bem que surtei e arranquei os pés da minha cama! não aguentava mais todos os brinquedos embaixo da cama!
  • tem momentos de anjinho quer colinho e se aninha todo
  • anda!
  • grita muitoooooooo
  • descobriu que se virar a caixa consegue subir em cima e ficar mais alto no berço
  • engatinha quando vê que ninguem vai dar a mão e quer ir pegar algo
  • se acaba de brincar com o habib e ai dele não prestar atenção, grita tanto que o habib vai lá ver o que acontece!
  • brinca muito
  • tenta falar!!!
  • encanta todo mundo
  • se alguem esticar os braços ele vai!
Essas são algumas das coisas que meu periquito( opa, outro apelido,rs) apronta sempre, muitas das coisas acabamos esquecendo no momento

A cada momento que olho fico impressionada, como mudou, como evoluiu e ainda não acredito que tenho um filho tão lindo e maravilhoso...


Amanhã vou tentar fazer umas gracinhas com ele, se conseguir posto!!!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cólicas- Dr. Carlos González

Quando Matheus tinha por volta de 2 meses li este texto, fiquei admirada com as colocações e posso dizer que concordo com tudo!

Antes dele nascer já falava que criaria sim com apego, que daria tudo por ele e o restante faria se( e somente se) desse!

Mas ainda acreditava naquilo que todos falam: não fique com ele demais no colo, coloque-o no berço, senão vai vicia-lo e sempre pensava que era estranho mas aceitava. Quando ele nasceu a única coisa que queria  era agarra-lo e nunca mais deixar ninguém tirar ele de mim, mas tentava manter no berço e ele chorava e chorava.... 

Diziam que eram cólicas, tentava posições, massagens e muita simeticona, mas se desse o remédio e colocasse no berço gritava até, mas no colo parava, lembro que ficava pensando: será que esse remédio realmente funciona ou ele quer colo? será manha como dizem??

Aí li esse texto e parece que o dia nublado se abriu e tudo ficou ensolarado, tirei a simeticona, fiquei com ele mais no colo, grudei a cama no berço e fui ser feliz....

Cólicas? Nunca mais!!!!!

Existe um texto do mesmo médico que explica da exterogestação, se encontra-lo posto depois, mas resumindo muito é como se o primeiro trimestre eles ainda não entendessem que saíram do útero e precisam ficar mais grudadinhos na mãe!


em um momento de irritação total, só o sling resolvia, agarrava bastante e ficava firme pelo sling e ai sim acalmava....

Os bebês ocidentais costumam chorar bastante durante os primeiros meses, o que se conhece como cólica do lactente ou cólica do primeiro trimestre. Cólica é a contração espasmódica e dolorosa de uma víscera oca; há cólicas dos rins, da vesícula e do intestino. Como o lactente não é uma vesícula oca e o primeiro trimestre muito menos, o nome logo de cara não é muito feliz. Chamavam de cólica porque se acreditava que doía a barriga dos bebês; mas isso é impossível saber. A dor não se vê, tem de ser explicada pelo paciente. Quando perguntam a eles: “por que você está chorando?”, os bebês insistem em não responder; quando perguntam novamente anos depois, sempre dizem que não se lembram. Então ninguém sabe se está doendo a barriga, ou a cabeça, ou as costas, ou se é coceira na sola dos pés, ou se o barulho está incomodando, ou simplesmente se estão preocupados com alguma notícia que ouviram no rádio. Por isso, os livros modernos frequentemente evitam a palavra cólica e preferem chamar de choro excessivo na infância. É lógico pensar que nem todos os bebês choram pelo mesmo motivo; alguns talvez sintam dor na barriga, mas outro pode estar com fome, ou frio, ou calor, e outros (provavelmente a maioria) simplesmente precisam de colo.
Tipicamente, o choro acontece sobretudo à tarde, de seis às dez, a hora crítica. Às vezes de oito à meia-noite, às vezes de meia-noite às quatro, e alguns parecem que estão a postos vinte e quatro horas por dia. Costuma começar depois de duas ou três semanas de vida e costuma melhorar por volta dos três meses (mas nem sempre).

Quando a mãe amamenta e o bebê chora de tarde, sempre há alguma alma caridosa que diz: “Claro! De tarde seu leite acaba!”. Mas então, por que os bebês que tomam mamadeira têm cólicas? (a incidência de cólica parece ser a mesma entre os bebês amamentados e os que tomam mamadeira). Por acaso há alguma mãe que prepare uma mamadeira de 150 ml pela manhã e de tarde uma de 90 ml somente para incomodar e para fazer o bebê chorar? Claro que não! As mamadeiras são exatamente iguais, mas o bebê que de manhã dormia mais ou menos tranquilo, à tarde chora sem parar. Não é por fome.

“Então, por que minha filha passa a tarde toda pendurada no peito e por que vejo que meus peitos estão murchos?” Quando um bebê está chorando, a mãe que dá mamadeira pode fazer várias coisas: pegar no colo, embalar, cantar, fazer carinho, colocar a chupeta, dar a mamadeira, deixar chorar (não estou dizendo que seja conveniente ou recomendável deixar chorar, só digo que é uma das coisas que a mãe poderia fazer). A mãe que amamenta pode fazer todas essas coisas (incluindo dar uma mamadeira e deixar chorar), mas, além disso, pode fazer uma exclusiva: dar o peito. A maioria das mães descobrem que dar de mamar é a maneira mais fácil e rápida de acalmar o bebê (em casa chamamos o peito de anestesia), então dão de mamar várias vezes ao longo da tarde. Claro que o peito fica murcho, mas não por falta de leite, mas sim porque todo o leite está na barriga do bebê. O bebê não tem fome alguma, pelo contrário, está entupido de leite.

Se a mãe está feliz em dar de mamar o tempo todo e não sente dor no mamilo (se o bebê pede toda hora e doem os mamilos, é provável que a pega esteja errada), e se o bebê se acalma assim, não há inconveniente. Pode dar de mamar todas as vezes e todo o tempo que quiser. Pode deitar na cama e descansar enquanto o filho mama. Mas claro, se a mãe está cansada, desesperada, farta de tanto amamentar, e se o bebê está engordando bem, não há inconveniente que diga ao pai, à avó ou ao primeiro voluntário que aparecer: “pegue este bebê, leve para passear em outro cômodo ou na rua e volte daqui a duas horas”. Porque se um bebê que mama bem e engorda normalmente mama cinco vezes em duas horas e continua chorando, podemos ter razoavelmente a certeza de que não chora de fome (outra coisa seria um bebê que engorda muito pouco ou que não estava engordando nada até dois dias atrás e agora começa a se recuperar: talvez esse bebê necessite mamar muitíssimas vezes seguidas). E sim, se pedir para alguém levar o bebê para passear, aproveite para descansar e, se possível, dormir. Nada de lavar a louça ou colocar em dia a roupa para passar, pois não adiantaria nada.


Às vezes, acontece de a mãe estar desesperada por passar horas dando de mamar, colo, peito, colo e tudo de novo. Recebe seu marido como se fosse uma cavalaria: “por favor, faça algo com essa menina, pois estou ao ponto de ficar doida”. O papai pega o bebê no colo (não sem certa apreensão, devido às circunstâncias), a menina apoia a cabecinha sobre seu ombro e “plim” pega no sono. Há várias explicações possíveis para esse fenômeno. Dizem que nós homens temos os ombros mais largos, e que se pode dormir melhor neles. Como estava há duas horas dançando, é lógico que a bebê esteja bastante cansada. Talvez precisasse de uma mudança de ares, quer dizer, de colo (e muitas vezes acontece o contrário: o pai não sabe o que fazer e a mãe consegue tranquilizar o bebê em segundos).
Tenho a impressão (mas é somente uma teoria minha, não tenho nenhuma prova) de que em alguns casos o que ocorre é que o bebê também está farto de mamar. Não tem fome, mas não é capaz de repousar a cabeça sobre o ombro de sua mãe e dormir tranqüilo. É como se não conhecesse outra forma de se relacionar com sua mãe a não ser mamando. Talvez se sinta como nós quando nos oferecem nossa sobremesa favorita depois de uma opípara refeição. Não temos como recusar, mas passamos a tarde com indigestão. No colo da mamãe é uma dúvida permanente entre querer  e poder; por outro lado, com papai, não há dúvida possível: não tem mamá, então é só dormir.

Minha teoria tem muitos pontos fracos, claro. Para começar, a maior parte dos bebês do mundo estão o dia todo no colo (ou carregados nas costas) de sua mãe e, em geral, descansam tranquilos e quase não choram. Mas talvez esses bebês conheçam uma outra forma de se relacionar com suas mães, sem necessidade de mamar. Em nossa cultura fazemos de tudo para deixar o bebê no berço várias horas por dia; talvez assim lhes passemos a idéia de que só podem estar com a mãe se for para mamar.

Porque o certo é que a cólica do lactente parece ser quase exclusiva da nossa cultura. Alguns a consideram uma doença da nossa civilização, a consequência de dar aos bebês menos contato físico do que necessitam. Em outras sociedades o conceito de cólica é desconhecido. Na Coreia, o Dr. Lee não encontrou nenhum caso de cólica entre 160 lactentes. Com um mês de idade, os bebês coreanos só passavam duas horas por dia sozinhos contra as dezesseis horas dos norteamericanos. Os bebês coreanos passavam o dobro do tempo no colo que os norteamericanos e suas mães atendiam praticamente sempre que choravam. As mães norteamericanas ignoravam deliberadamente o choro de seus filhos em quase a metade das vezes.

No Canadá, Hunziker e Barr demonstraram que se podia prevenir a cólica do lactente recomendando às mães que pegassem seus bebês no colo várias horas por dia. É muito boa idéia levar os bebês pendurados, como fazem a maior parte das mães do mundo. Hoje em dia é possível comprar vários modelos de carregadores de bebês nos quais ele pode ser levado confortavelmente em casa e na rua. Não corra para colocar o bebê no berço assim que ele adormecer; ele gosta de estar com a mamãe, mesmo quando está dormindo. Não espere que o bebê comece a chorar, com duas ou três semanas de vida, para pegá-lo no colo; pode acontecer de ter “passado do ponto” e nem no colo ele se acalmar. Os bebês necessitam de muito contato físico, muito colo, desde o nascimento. Não é conveniente estarem separados de sua mãe, e muito menos sozinhos em outro cômodo. Durante o dia, se o deixar dormindo um pouco em seu bercinho, é melhor que o bercinho esteja na sala; assim ambos (mãe e filho) se sentirão mais seguros e descansarão melhor.

A nossa sociedade custa muito a reconhecer que os bebês precisam de colo, contato, afeto; que precisam da mãe. É preferível qualquer outra explicação: a imaturidade do intestino, o sistema nervoso... Prefere-se pensar que o bebê está doente, que precisa de remédios. Há algumas décadas, as farmácias espanholas vendiam medicamentos para cólicas que continham barbitúricos (se fazia efeito, claro, o bebê caía duro). Outros preferem as ervas e chás, os remédios homeopáticos, as massagens. Todos os tratamentos de que tenho notícia têm algo em comum: tem de tocar no bebê para dá-lo. O bebê está no berço chorando; a mãe o pega no colo, dá camomila e o bebê se cala. Teria seacalmado mesmo sem camomila, com o peito, ou somente com o colo. Se, ao contrário, inventassem um aparelho eletrônico para administrar camomila, ativado pelo som do choro do bebê, uma microcâmera que filmasse o berço, um administrador que identificasse a boca aberta e controlasse uma seringa que lançasse um jato de camomila direto na boca... Acredita que o bebê se acalmaria desse modo? Não é a camomila, não é o remédio homeopático! É o colo da mãe que cura a cólica.

Taubman, um pediatra americano, demonstrou que umas simples instruções para a mãe (tabela 1) faziam desaparecer a cólica em menos de duas semanas. Os bebês cujas mães os atendiam, passaram de uma média de 2,6 horas ao dia de choro para somente 0,8 horas. Enquanto isso, os do grupo de controle, que eram deixados chorando, choravam cada vez mais: de 3,1 horas passaram a 3,8 horas. Quer dizer, os bebês não choram por gosto, mas porque alguma coisa está acontecendo. Se são deixados chorando, choram mais, se tentam consolá-los, choram menos (uma coisa tão lógica! Por que tanta gente se esforça em nos fazer acreditar justo no contrário?).

Tabela 1 – Instruções para tratar a cólica, segundo Taubman (Pediatrics 1984;74:998)
1- Tente não deixar nunca o bebê chorando.
2- Para descobrir por que seu filho está chorando, tenha em conta as seguintes possibilidades:
a- O bebê tem fome e quer mamar.
b- O bebê quer sugar, mesmo sem fome.
c- O bebê quer colo.
d- O bebê está entediado e quer distração.
e- O bebê está cansado e quer dormir.
3- Se continuar chorando durante mais de cinco minutos com uma opção, tente com outra.
4- Decida você mesma em qual ordem testará as opções anteriores.
5- Não tenha medo de superalimentar seu filho. Isso não vai acontecer.
6- Não tenha medo de estragar seu filho. Isso também não vai acontecer.

No grupo de controle, as instruções eram: quando o bebê chorar e você não souber o que está acontecendo, deixe-o no berço e saia do quarto. Se após vinte minutos ele continuar chorando, torne a entrar, verifique (um minuto) que não há nada, e volte a sair do quarto. Se após vinte minutos ele continuar chorando etc. Se após três horas ele continuar chorando, alimente-o e recomece.

As duas últimas instruções do Dr. Taubman me parecem especialmente importantes: é impossível superalimentar um bebê por oferecer-lhe muita comida (que o digam as mães que tentam enfiar a papinha em um bebê que não quer comer); e é impossível estragar um bebê dando-lhe muita atenção. Estragar significa prejudicá-lo. Estragar uma criança é bater nela, insultá-la, ridicularizá-la, ignorar seu choro. Contrariamente, dar atenção, dar colo, acariciá-la, consolá-la, falar com ela, beijá-la, sorrir para ela são e sempre foram uma maneira de criá-la bem, não de estragá-la.

Não existe nenhuma doença mental causada por um excesso de colo, de carinho, de afagos... Não há ninguém na prisão, ou no hospício, porque recebeu colo demais , ou porque cantaram canções de ninar demais para ele, ou porque os pais deixaram que dormisse com eles. Por outro lado, há, sim, pessoas na prisão ou no hospício porque não tiveram pais, ou porque foram maltratados, abandonados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crônico , parece ser a maior preocupação de nossa sociedade. E se não, amiga leitora, relembre e compare: quantas pessoas, desde que você ficou grávida, avisaram da importância de colocar protetores de tomada, de guardar em lugar seguro os produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha de segurança

a no carro ou de vacinar seu filho contra o tétano? Quantas pessoas, por outro lado, avisaram para você não dar muito colo, não colocar para dormir na sua cama, não acostumar mal o bebê?

Lee K. The crying pattern of Korean infants and related factors. Dev Med Child Neurol. 1994; 36:601-7
Hunziker UA, Barr RG. Increased carrying reduces infant crying: a randomized controlled trial. Pediatrics 1986;77:641-8
Taubnan B. Clinical trial of treatment of colic by modification of parent-infant interaction. Pediatrics 1984;74:998-1003

Do livro Un regalo para toda la vida- Guía de la lactancia materna,Carlos González